O padre que oficia a mulheres solteira de caracas cerimônia fúnebre para a mulher de Walter é um garoto jovem, que não tem nem 30 anos.
É uma espécie.
Mais ou menos da mesma forma com que o cineasta Clint Eastwood, depois de ter atuado em dezenas e dezenas de filmes em que mata pessoas como se matam baratas, passou, depois de velho, a fazer filmes em que demonstra o tamanho absurdo que.
É uma das culpas que carrega na vida além do fato de ter matado mais de uma dúzia de pessoas na guerra, e ainda ter ganho uma medalha por isso.Felizmente, como dizia o Vandré, a vida não se resume a festivais.Unforgiven, que poderia ter sido a despedida, a mensagem final, ele pensa sobre tudo isso.Nos cinco primeiros minutos do filme, temos uma boa descrição de quem ele.Este foi o quarto filme em que Clint interpretou um veterano da guerra da Coréia; Luther Whitney, o ladrão de jóias de Poder Absoluto, também lutou lá, e o próprio Clint servia as forças armadas na época.Walter trata o padre como trata todo mundo: de maneira rude, grosseira.
Depois que saí do cinema onde vi pela primeira vez.




Na trilha sonora do filme, toda com músicas de Johnny Mercer, nascido na cidade de Savannah, onde se passa a ação, Alison interpreta, e muito bem, Come Rain or Come Shine.Um letreiro informa que ele era um notório ladrão e assassino, homem de temperamento cruel e intempestivo.Os Imperdoáveis/Unforgiven, de 1992, que é um dos melhores, mais completos, mais sensíveis cineastas da história.Tomara que não seja verdade, que ele só esteja dando uma de Silvio Caldas, de Romário.Não fará isso por dinheiro, mas por uma questão de honra, justiça, leadade, mulher procurando homem, lombardia amizade.E ia em frente: Em cem anos, o cinema glorificou, glamourizou, endeusou a força bruta, a violência, o assassinato, a execução.
Os personagens de Clint Eastwood estão sempre, de uma maneira ou de outra, em dívida para com os filhos; não deram a eles o amor que deveriam ter dado na infância; percebem isso muito tarde, e de alguma forma tentam recuperar depois o tempo perdido.





Tentando ver o outro lado, anotei em 1996 sobre Um Mundo Perfeito.
Nos 16 anos que separam os dois filmes, o veterano artista Clint Eastwood avançou ainda mais na mesma direção que vinha tomando fazia tempos.
E rema contra a maré conservadora, retrógrada.

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